No centenário do derby, Anderson Rodrigues é premiado com filme baseado em fotos

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Confira o foto-áudio reportagem realizado pelos estudantes Franciellen Rosa e Lucas Abreu do 1º semestre do Curso de Jornalismo da ESPM-SP orientado pelo Prof. Erivam de Oliveira sobre Anderson Rodrigues; autor do curta-metragem ONIPRESENÇA, baseado em 8 mil fotos e que discute a produção contemporânea. As imagens utilizadas na obra foram captadas durante o clássico entre Corinthians e Palmeiras, que completa 100 anos no dia 6 de maio de 2017. Anderson Rodrigues dos Santos nasceu em Santo André, na região metropolitana de São Paulo. Passou parte da infância em Caraguatatuba, litoral norte do estado, onde tinha um passatempo noturno diário: ouvir debates esportivos pelo rádio. Em 1998, Anderson iniciou a faculdade de Jornalismo em São Bernardo do Campo com o sonho de ser repórter esportivo de rádio. Estagiou como repórter de texto no jornal Diário do Grande ABC e na TV ESPN Brasil durante os Jogos Olímpicos de Sydney. Nas suas primeiras pautas pelo Rudge Ramos Jornal, impresso da universidade, conheceu a Fotografia. Descobriu um olhar diferente e em pouco tempo acabou assumindo muitas pautas fotográficas, como a morte do então governador Mário Covas, a construção da rodovia dos Imigrantes, entre outras. Antes de se formar, Anderson também estagiou como repórter de texto no jornal Diário do Grande ABC. O primeiro prêmio recebido foi coletivo, fruto de um TCC, no fim da faculdade. Anderson escreveu um livro-reportagem em grupo e fotografou “Dia de Visita”, uma obra sobre a vida das mulheres de presos do então Complexo Penitenciário do Carandiru. Pela primeira vez na história da faculdade, um livro de seus alunos seria escolhido como o melhor do país pela INTERCOM (Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação) durante a “9ª EXPOCOM” (Exposição da Pesquisa em Comunicação), em Salvador, em 2002. O prêmio credenciou Anderson, aos 21 anos, para ser professor de Fotojornalismo na FMU, faculdade de Comunicação dirigida na época por José Marques de Mello (fundador da ECA-USP). Entretanto, o esporte ainda o encantava. Assim, meses depois, ele voltava a escrever como repórter do Diário do Grande ABC. Anderson começou em esportes amadores, passou a cobrir os grandes clubes da capital paulista e tornou-se setorista do Santo André e São Caetano. Queria mais desafios. Anderson tinha muito interesse em aprender mais sobre diagramação, edição de textos e fotos. A grande vontade dele sempre foi participar de todo processo, algo que no jornalismo da época, era impossível. Cada um tinha sua função. Com este pensamento, talvez adiante ao seu tempo, aceitou o convite para ser assessor de imprensa do time profissional de futebol do São Caetano. Além da nova atribuição, Anderson conseguiu unir texto e imagem, com publicações de fotos no Brasil e exterior. Após sua saída do clube, entre 2011 e 2014, o jornalista e repórter fotográfico se destacou ao ser multidisciplinar com trabalhos para Secretaria de Esportes do Estado de São Paulo, portal Terra, jornal Lance!, revista Placar, Globoesporte.com e Brahma Futebol, projeto da AmBev para impulsionar os programas de sócios-torcedores dos clubes brasileiros. A magia que via nas imagens promoveu uma mudança de rumo na carreira de Anderson em 2014 quando decidiu se aperfeiçoar com a pós-graduação em Fotografia. Em 2015, mesmo com imagens suas publicadas em jornais e sites, vivenciou a crise econômica da imprensa e, consequentemente, do fotojornalismo. Para discutir a profissão e também o bombardeio de imagens pela qual a sociedade contemporânea vive, decidiu fazer um filme baseado apenas em fotografias para concluir sua pós-graduação. Anderson fotografou e se apropriou de 8 mil imagens de outros 14 repórteres durante o clássico Corinthians e Palmeiras, na Arena Itaquera, pelo Campeonato Brasileiro. Derby que completa 100 anos no dia 6 de maio de 2017. Durante um ano, decidiu participar de todo processo: fotografia, edição das imagens, roteiro, desenho de som, edição de vídeo e finalização. Nascia, assim, o curta-metragem ONIPRESENÇA. A obra experimental foi premiada na Colômbia e no Brasil, durante o Cinefoot, no Museu do Futebol, selecionada por júris e exibida em festivais de cinema e artes visuais nos Estados Unidos, Israel, Espanha (Offside Fest, um dos mais importantes do mundo sobre cinema de futebol), Uruguai, Romênia, Bielorrússia e Brasil (Três Passos-RS, Lajeado-RS e São Paulo). Atualmente, participa do Festival de Cine Fútbolero, que percorrerá Colômbia e Venezuela de abril a junho. Anderson é repórter fotográfico freelancer, possui há mais de cinco anos um trabalho artístico-autoral chamado #CELolhar, caracterizado pela fotografia de celular, a mobgrafia. Pretende voltar a dar aulas de fotojornalismo e se especializar em Fotografia de Cinema.

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