George Rodger: correspondente de guerra da Revista Life

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Erivam Oliveira

No Memórias do Fotojornalismo conheça o trabalho do fotojornalista britânico George Rodger, correspondente de guerra da Revista Life, no foto-áudio reportagem realizado por Bruno Bortolo e Kaique Vieira – 2º semestre do Curso de Jornalismo da ESPM-SP sob orientação do Prof. Erivam de Oliveira
George Rodger foi um fotojornalista britânico, reconhecido internacionalmente por seus trabalhos e por dar a volta ao mundo três vezes. Antes de tornar-se fotógrafo, Rodger desejava ser escritor para poder retratar o mundo da maneira como era. Após concluir os estudos no StBee´s College alistou-se na marinha britânica com o intuito de poder viajar. Dessa maneira, começou a relatar suas viagens e decidiu comprar uma câmera de bolso da Kodak, para poder ilustrar suas histórias. Em 1929, mesmo após já ter dado três voltas ao mundo, ainda assim não encontrou ninguém interessado em publicar suas histórias
Ao retornar para a Inglaterra, em 1936, Rodger se juntou a BBC (British Broadcasting Corporation) como fotógrafo.
No início da guerra, ele se tornou um correspondente de guerra para a revista americana LIFE, e durante os próximos sete anos, suas tarefas o levaram a sessenta e dois países, onde ele cobriu mais de duzentas campanhas de guerra. Algumas de suas fotografias mais notáveis durante a guerra, incluíram o London Blitz, a África Ocidental com os franceses livres, a queda da Birmânia, os desembarques da Sicília e Salerno, a Batalha de Monte Cassino, os desembarques do dia do D-Normandy, a Libertação de Paris, Bruxelas, Holanda e Dinamarca, a rendição em Lunenberg e a libertação do Belsen Concentration Camp.
Conhecido como “The Silly Eglishman” por sua atitute auto-effacing, Rodger descreveu-se como um sonhador que tomou fotografia para ver o que o mundo tinha para oferecer além de seus horizontes. Essa exploração o levaria ao deserto, selva, guerra, e muitas partes do mundo. E em 1947 ele se juntou a Robert Capa, Henri Cartier-Bresson e David (Chim) Seymour no estabelecimento da renomada agência fotográfica Magnum Photos.
Seu principal trabalho dizia respeito às tribos desaparecendo, a vida selvagem da África e a documentação de pessoas étnicas em áreas remotas. Ele também viajou extensivamente por todo o Extremo Oriente, Índia e Oriente Médio, escrevendo e ilustrando artigos para revistas na Europa e na América.
“Quando eu pude olhar para o horror de Belsen – e pensar apenas em uma boa composição fotográfica, eu sabia que algo aconteceu comigo e teve que parar”.
Em 1959, George Rodger e sua esposa se instalaram na pequena aldeia de Smarden, em Kent, onde escreveu e ilustrou para revistas, mas continuou suas viagens, principalmente a África, que, com sua câmera, era seu campo de caça favorito.
Ele morreu em sua casa, em Kent, em 1995. Seus arquivos permanecem sob os cuidados de sua esposa Jinx e seu filho Jon. A Magnum Photos continua a distribuir o trabalho de seus quatro escritórios em Paris, Nova York, Londres e Tóquio.

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