Jimmy Nelson – fotojornalista especialista em África e Ásia

Especiais

Erivam Oliveira

Conheça no foto-áudio reportagem realizado pelos estudantes Peter Frontini e Luan Fazio – estudantes do 2º semestre do Curso de Jornalismo da ESPM-SP o trabalho de Jimmy Nelson, fotojornalista especialista em África, Ásia e América do Sul, orientado pelo Prof. Erivam de Oliveira.
Jimmy Nelson é um fotojornalista que nasceu em 1967 no Reino Unido. Passou grande parte de sua infância em lugares como a África, Ásia e América do Sul. Em 1985 Jimmy percorre o Tibete inteiro a pé com uma pequena câmera. Sua viagem dura um ano inteiro e quando retorna ao ocidente ele possui um diário de imagens que mostra os detalhes de um lugar antes desconhecido e inacessível.
Após isso ele passou a trabalhar e fotografar para diversas publicações ao redor do mundo, cobrindo guerras e conflitos internacionais.
Em 1994, Jimmy Nelson concluiu um projeto que passara os 3 anos anteriores realizando. Viajou por toda a China com sua mulher fotografando o estilo de vida dos mais distantes e isolados povos indígenas do país. As imagens foram exibidas no Palácio do Povo de Pequim e ainda foram publicadas em um livro de grande sucesso.
Mas seu projeto mais ambicioso e polêmico só foi iniciado em 2010. Intitulado “Before they pass away”, nele Jimmy viajou o mundo inteiro e fotografou trinta e cinco comunidades indígenas de todos os continentes, focando principalmente em grupos de pessoas que vivem fora do alcance da globalização em um estilo de vida atípico para os padrões da sociedade atual.
Apesar do imenso sucesso desse projeto, as fotografias de Jimmy foram amplamente criticadas por líderes de diversas das comunidades fotografadas. Ele é acusado de estilizar essas tribos, deixando-os muito mais exóticos e exagerados do que realmente são, assim construindo um retrato desses povos que não condiz com a realidade.
Mas Jimmy defende seu trabalho dizendo que suas fotografias são um documento criativo e subjetivo, além de que sua intenção não é realizar uma reportagem e sim representar os povos de forma romântica e estética.
Atualmente suas fotografias são exibidas em galerias e museus de diversos países enquanto Jimmy fotografa a segunda parte desse projeto e cuida de sua fundação beneficente, que busca compartilhar conhecimento com as tribos que fotografou.

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