Josef Koudelka: ganhador do Prêmio Robert Capa de fotojornalismo

Conheça o trabalho de um do fotojornalista francês Josef Koudelka: ganhador do Prêmio Robert Capa de fotojornalismo, no foto-áudio reportagem transmídia realizado por Arthur Miceli e Vinícius Lopes, estudantes do 2º semestre do Curso de Jornalismo da ESPM-SP, sob orientação do Prof. Erivam de Oliveira.
Josef Koudelka nasceu em 10 de janeiro de 1938, na pequena cidade de Boskovice na, até então, Tchecoslováquia. Apesar de desde sua infância ser apaixonado por fotografia. Kouldelka se formou em engenharia pela Czech Technical University in Prague e apenas aos 29 anos, em 1961, decidiu abandonar a carreira como engenheiro, e mergulhar de vez no mundo da fotografia.
Em agosto de 1968, dois dias após concluir um projeto que registrou ciganos que viviam na Romênia. Koudelka se viu fotografando o que seria o ápice de sua carreira.
Enquanto os tanques e soldados do Pacto de Varsóvia invadiam a cidade de Praga, para pôr um fim na liberalização política da Tchecoslováquia. Koudelka se submetendo a uma série de riscos, saiu as caóticas ruas de Praga. Apenas ‘armado’ de uma câmera primitiva e rolos de filmes de cinema cortados em tiras, improvisados para fotografar as mais comoventes cenas da resistência do povo Tcheco às tropas do exército soviético.
Os negativos que narraram a oposição do povo Tcheco, foram contrabandeados para a renomada agência Magnum. Por temer represarias, foram publicadas anonimamente pela revista The Sunday Times. Apenas com a assinatura de PP, Prague Photographer, as fotografias de Koudelka rodaram o mundo se tornando símbolos dramáticos da invasão soviética. Ainda anonimamente, recebeu o prestigiado prêmio Robert Capa Gold Medal Award.
Em 1970 ainda temendo por sua vida, o fotógrafo tcheco fugiu para Londres, onde conseguiu asilo político e viveu por mais de uma década. Nos anos seguintes, já associado a agência Magnum, Koudelka prosseguiu seu projeto de registrar famílias nômades de ciganos pela Europa. Projeto esse que rendeu os livros “Gypsies” e “Exiles” que são o retrato profundo do estilo de vida, cultura e intimidade dessas famílias.
Exilado, sem condições de voltar a sua terra natal. Koudelka, assumiu um estilo de vida nômade, intercalando temporadas em Londres com longas viagens. Em 1987 tornou se cidadão Francês e apenas em 1990, retornou a Tchecoslováquia. Onde documentou as paisagens do Triângulo Negro, região montanhosa localizada entre a Alemanha e a República Tcheca.
Atualmente, Koudelka vive na França e continua fotografando paisagens na Europa e na Ásia.

Notícias Relacionadas

Deixe seu comentário