Marc Ferrez: o principal fotógrafo documental do período imperial

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Erivam Oliveira

Conheça nesse foto-áudio reportagem o trabalho sobre Marc Ferrez, um dos mais celebrados fotógrafos do período imperial do Brasil, no transmídia realizado por Bruna Masculi e Walter Niyama, estudantes do 2º semestre do Curso de Jornalismo da ESPM-SP.
Filho de um escultor francês que chegou ao Rio de Janeiro afim de atuar na missão francesa, Marc Ferrez nasceu no dia 7 de setembro de 1843. Com o falecimento de seu pai, Ferrez foi para Paris trabalhar como gravador de medalhas, mas voltou para o Brasil se estabelecendo como fotografo com a firma Marc Ferrez e Companhia, logo se tornando o fotografo mais importante do Rio de Janeiro.
Quase toda a sua obra foi realizada no Rio de Janeiro e em seus arredores, onde fotografou os patrimônios construídos e a exuberância das paisagens naturais. À serviço da estrada de ferro Dom Pedro II, Ferrez registrou a construção da estrada de ferro do Paraná, considerada a mais ousada obra de engenharia do país. Obra que foi incorporada pelo Société Géographie de Paris. E transformou a documentação fotográfica das obras destinadas a melhorar o abastecimento de água do Rio de Janeiro em oito álbuns. Três deles presenteados no ano de despedida a Dom Pedro II, que 4 anos antes o nomeara cavalheiro das Ordens da Rosa.
Como empresário, Ferrez foi sócio do Cine Pathé, fundado em 1907, a terceira sala de cinema da cidade. E ajudou a produzir entre muitos outros títulos aquele que entraria para a história como a primeira comédia brasileira, “Nhô Anastácia Chegou de Viagem”.
Ferrez também foi fotografo da Comissão de Geologia do Império, mostrou as dificuldades dos navios, porém suas obras de maior destaque visam seu principal interesse, a escravidão e a urbanização do Brasil.
No início do século XX, se introduziu no cinema e na fotografia colorida.
A obra de Ferrez pertence ao Instituto Moreira Sales que em 2014 fez uma grande exposição de sua obra. Ferrez fez-se ainda distribuidor exclusivo das obras dos irmãos Lumiere no Brasil, dos quais se tornara amigo, realizando fotos coloridas em autocromo.
Após a morte de sua mulher em 1914, Marc Ferrez partiu para uma temporada de cinco anos em Paris, retornando ao Rio de Janeiro doente, três anos antes de morrer.

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