Mathew Brady: o primeiro fotógrafo a cobrir a guerra civil estadunidense

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Erivam Oliveira

Conheça no foto-áudio reportagem realizado pelas estudantes Luana Matsuda e Nathalia Oliva – estudantes do 2º semestre do Curso de Jornalismo da ESPM-SP o trabalho de fotojornalista Mathew Brady foi o primeiro fotógrafo a ir para o campo de batalha na guerra civil estadunidense, orientado pelo Prof. Erivam de Oliveira.
Mathew Brady nasceu em Condado de Warren, em Ohio, nos EUA, em 1823. Quando tinha apenas 16 anos de idade, mudou-se para a cidade de Nova Iorque, onde estudou fotografia sob orientação de Samuel Morse (além de ter inventado o Código Morse, Samuel também levou o daguerreotipo da França para os Estados Unidos).
Em 1840, a fotografia ainda era uma forma de arte recente e incerta, entretanto muitos jornais dependiam de ilustração. No entanto, Brady abriu seu estúdio de fotografia em 1844. E no ano seguinte ganhou um concurso nacional por possuir os melhores daguerreotipos coloridos e os melhores planos.
Em 1844, já tinha seu próprio estúdio e em 1845, começou a exibir seus retratos de norte-americanos famosos. Virou especialista ao conferir personalidade às imagens das fotos, muito à maneira dos pintores de retratos. A arte de Brady ficou ainda mais conhecida graças ao modo como promoveu seu trabalho. Como era costume na época, as fotografias feitas em estúdio eram reimpressas em cartões, os chamados "cartões de visita".
Em 1858, o fotógrafo abriu um segundo estúdio na Pennsylvania Avenue, em Washington, próximo da atual localização do Arquivo Nacional. E fotografou personalidades como John Quincy Adams, Dolley Madison, Washington Irving, James Fenimore Cooper, Jenny Lind, Sojourner Truth, Thomas J. "Stonewall" Jackson, William Cullen Bryant, Jefferson Davis, Ulysses S. Grant e Robert E. Lee. Brady tinha o interesse em documentar personalidades notáveis da época.
É considerado o pai do fotojornalismo moderno, pois em 1861, quando houve a Guerra Civil Americana, foi o primeiro fotógrafo a ir para o campo de batalha e documentar o acontecido. Depois da guerra, a demanda pelo trabalho do fotógrafo diminuiu. Além disso, estavam surgindo novas técnicas e equipamentos fotográficos e o público não estava mais interessado em imagens da Guerra Civil, o que acabou o levando a falência.
Em 1864, ele passou a vender seus trabalhos, incluindo sua participação na galeria em Washington. Mas seus negócios continuaram caindo. Em 1873 e 1875 seus estúdios em Nova York foram fechados. Brady encaminhou uma petição ao Congresso, pedindo para que a Casa comprasse sua coleção, o que foi feito pelo valor de US$ 25 mil, ainda neste ano.
Apesar de seus contatos políticos, o fotógrafo não conseguiu realizar a galeria dos grandes americanos. Brady morreu em Nova York, em 15 de janeiro de 1896.
Atualmente, seus trabalhos estão expostos na Biblioteca do Congresso e a National Portrait Gallery, sendo que suas fotografias estão lá por mais de 150 anos. Seus trabalhos incluem fotos da cidade e seus campos de batalha vizinhos durante a Guerra Civil e a história do início da fotografia.

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