Pedro Martinelli: trocou o Grupo Abril pela documentação da Amazônia

Especiais

Conheça o trabalho do fotojornalista Pedro Martinelli, ex-diretor de fotografia do Grupo Abril que se dedica a documentação da Amazônia, no foto-áudio reportagem transmídia realizado por Letícia Rodrigues Pinto e Pietro Otsuka, estudantes do 2º semestre do Curso de Jornalismo da ESPM-SP, sob orientação do Prof. Erivam de Oliveira.

Pedro Martinelli nasceu no ano de 1950, em Santo André, no interior de São Paulo. No ano de 1967, iniciou sua carreira como repórter fotográfico na Gazeta Esportiva e, no ano seguinte, no Diário do Grande ABC. Ao começar a trabalhar nesses grandes periódicos, Martinelli foi construindo a sua imagem nas mais conhecidas redações, a de um fotógrafo que não recusava convite algum.
No ano de 1970, trabalhou nos jornais “O Globo” e “Última Hora”, no Rio de Janeiro. No ano seguinte, o fotógrafo foi enviado pelo jornal “O Globo” à fronteira do Mato Grosso com o Pará, para acompanhar a expedição Kranhacãrore, chefiada pelos irmãos Villas-Boas, de primeiro contato com os “índios gigantes”, que só foram contatados quase três anos depois. Nessa mesma expedição, encontrava-se o fotógrafo italiano, Luigi Mamprim, que trabalhava para a revista “Realidade”.
No ano de 1975, tornou-se fotógrafo do Palácio do Governo de São Paulo. E entre os anos de 1976 e 1983, foi editor de fotografia da revista “Veja” e, entre 1983 a 1994, foi diretor de serviços fotográficos da “Editora Abril”. Além disso, realizava, no mesmo período, trabalhos avulsos para revistas de moda e de turismo.
A partir do ano de 1994, trabalhou como fotógrafo independente e se dedicou à série “O Homem na Amazônia”, publicada pela “Folha de São Paulo” no ano seguinte. É premiado em diversas ocasiões, recebendo o primeiro lugar no concurso Retratos do Brasil (Revista Realidade, 1972), o segundo na Nikon Photo Conteste International (1975), o Prêmio Abril de Melhor Capa (1977) e o Prêmio Abril de Melhor Reportagem (1981), entre outros.
Em 1996, foi contemplado com a Bolsa Vitae de fotografia e recebeu o Prêmio Esso de Jornalismo na categoria informação científica, tecnológica e ecológica.
Além disso, é autor dos livros Casas Paulistanas (1998), Paraná, a Volta dos Índios Gigantes (1998); Amazônia, o Povo das Águas (2000); e Mulheres da Amazônia (2003).
A carreira desse grande fotojornalista, portanto, reúne 40 anos de incursões na Amazônia, 10 anos em O Globo e 17 no Grupo Abril. Trabalhando com tudo, Copa do Mundo, Olimpíada, Guerra da Nicarágua e etc.
Atualmente, Martinelli se divide entre as tarefas em Carapicuíba e em um barco nos rios da Amazônia, onde mora durante as incursões no mato.

Deixe Seu Comentário

*Preenchimento obrigatório.