Pelo Mundo – Memórias do Picadeiro: a verdadeira arte de sorrir

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Erivam Oliveira

Conheça os bastidores dos circos no projeto de TGJ – Trabalho de Graduação em Jornalismo dos alunos Luiz Felipe Simões e Nadjine Hochleitner do 8º semestre do Curso de Jornalismo da ESPM-SP, sob orientação do Prof. Erivam de Oliveira. Confira o Memórias do Picadeiro: a verdadeira arte de sorrir e o Pelo Mundo ESPM de hoje te leva para ao circo.
A história do circo no mundo remonta a milênios atrás. Na China, foram encontradas obras de arte que representavam apresentações de equilibristas para a realeza da China antiga. Durante o Império Romano, o famoso Circo Maximus foi inaugurado no século VI a.C, e após um grande incêndio no ano 40 a.C, foi substituído pelo emblemático Coliseu. Na idade média surgiram os famosos saltimbancos, famílias nômades que viajavam pelas cidades apresentando seus números de malabares e palhaços.
Com base na pesquisa da J. Leiva em parceria com o Datafolha “Hábitos Culturais dos Paulistas” que constatou que 24% dos entrevistados nunca havia ido ao circo, fizemos nosso projeto. Foi assim que surgiu a ideia de fazer o “Memórias do Picadeiro: a verdadeira arte de sorrir”, ao lado da minha companheira a Nadjine. Ao todo fomos em cinco circos em 3 cidades diferentes: Atibaia, São Paulo e Embu das Artes.
Conversamos com os mais diversos artistas, palhaços, contorcionistas malabaristas, trapezistas e etc. O primeiro sentimento que tive ao entrar neste espaço foi de união, lá as pessoas são bem unidas. Dá para perceber que o trabalho é feito em conjunto e que o circo não funciona sem a ajuda todos.
Dos artistas ao dono, todos tem seu próprio motorhome, onde eles vivem durante a temporada do circo. Alguns possuem uma casa além do trailer, mas não são todos. A “casa” apesar de pequena tem tudo que é necessário para viver na estrada: chuveiro, banheiro, fogão, geladeira, TV (com Sky), e até ar-condicionado, mas tudo em pequenas proporções.
A maior dificuldade que tivemos em nosso projeto foi técnica. O contato com os circos é muito difícil. Dos 4 que visitamos, apenas um possuía uma equipe de comunicação, pronta para responder. Nos outros a comunicação era feita de maneira bem precária, os sites estavam desatualizada e a comunicação era ineficiente. Nas páginas online ninguém respondia, e muitas vezes o telefone também. E-mail então, nem se fala. Foi um verdadeiro desafio.
Outra dificuldade que tivemos foi em relação as fotos, pois o ambiente em baixo da lona é muito escuro, o que dificulta na hora de fotografar. Lá, nós não podemos usar flashes, porque a maior parte dos números requerem equilíbrio e concentração por parte dos artistas, e uma luz pode desconcentrá-los, causando até um acidente.
Muitos dos artistas atribuem à proibição do espetáculo com animais, a queda de público que o circo vem enfrentando nos últimos anos, porém depois de visitar alguns circos, percebi que, a queda que os circos vem enfrentando se deve tanto pela proibição dos animais, como também pelo fato de que os circos não conseguiram ainda se adequar à era da internet, tendo em vista que muitos deles não possuem sites atualizados ou mesmo uma equipe de comunicação. Mas apesar disso o circo, com todas as dificuldades o circo continua sendo uma diversão garantida.

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