Fotojornalista Raquel Cunha no “Memórias”: determinação e coragem

Especiais

Erivam Oliveira

No Memórias do Fotojornalismo Brasileiro os estudantes Isabelly Cristaldo e Pietro Otsuka (1º semestre) do Curso de Jornalismo da ESPM-SP entrevistaram e produziram um foto-áudio-reportagem sobre a profissional Raquel Cunha. Nascida em São José dos Campos, interior de São Paulo, em 14 de fevereiro de 1988, ingressou em 2005 na faculdade de jornalismo da Universidade do Vale do Paraíba e fez o curso de fotojornalismo da Faculdade Cásper Líbero, em 2007. Raquel também fez um curso de História do Fotojornalismo, que considera um dos mais importantes de sua formação.

Iniciou carreira profissional a partir do segundo ano de faculdade, em um estágio numa agência de publicidade, como fotógrafa. Posteriormente, veio a oportunidade de trabalhar para o jornal local O Vale, de São José dos Campos (SP). Trabalhou num projeto sobre a Vila Maria Zélia, com João Bittar, um dos maiores nomes do fotojornalismo brasileiro, na IMA Foto Galeria.

Em dezembro de 2010, iniciou trajetória que duraria três anos, uma passagem pelo México. No país latino-americano, Raquel colaborou com diversas agências de notícias, entre elas a Xinhua da China, AP e France Press. Por um ano cobriu a guerra ao narcotráfico, mais precisamente os “jovens executados”, na Cidade do México. Estima-se que, desde que teve início em 2006, mais de 60 mil pessoas morreram, a maioria deles jovens de 16 a 24 anos.

Quando perguntada sobre o machismo no fotojornalismo, Raquel afirma categoricamente que é muito presente no meio, e que as oportunidades não são iguais. “É que no México, por mais que seja mais machista que o Brasil, o número de fotojornalistas é maior”. Raquel teve a oportunidade de trabalhar na Olimpíada pelo Comitê Olímpico Internacional, mas colaborou na equipe de "foto manager", em que gerenciava o trabalho dos fotógrafos, além de relatar a experiência incrível. Nos Jogos Paraolímpicos, exerceu sua profissão de fato.

Agora, Raquel expressa seu desejo de trabalhar no Rio por pelo menos um ano e a ideia de sair do país também é recorrente para a repórter fotográfica.

Deixe Seu Comentário

*Preenchimento obrigatório.