Sebastião Salgado: o principal fotógrafo documental da atualidade

No foto-áudio reportagem transmídia realizado pelas estudantes Camilla Santos e Jaqueline Aliendro do segundo semestre do Curso de Jornalismo na ESPM-SP, conheça um pouco do trabalho do principal fotógrafo brasileiro no exterior Sebastião Salgado.
Salgado nasceu na cidade de Aimorés, Minas Gerais no dia 8 de fevereiro de 1944.
Graduado em Economia em Vitória, pós-graduou-se na USP. Como economista, ele trabalhou no Ministério da Economia em 1960 e tornou-se doutor em Economia, em 1971.
Em 1969, ele foi obrigado a buscar asilo político na França, devido às repressões da ditadura militar
Sebastião teve seu encontro definitivo com a fotografia em 1973 ao realizar uma viagem para a África com sua esposa Lélia Wanick Salgado
Seus primeiros trabalhos foram realizados como ‘free lance’, abordando desde o clima seco no perímetro africano de Sahel de Níger a imigrantes assalariados europeus.
O fotojornalista passou pelas principais agências fotográficas da Europa – a Gamma, em 1974, em Portugal; a Sygma, de 1975 a 1979; a Magnum Photos, em 1979, cooperativa instituída por Robert Capa e Henri Cartier-Bresson, na qual realizou a sequência de fotos documentais sobre latino-americanos, durante sete anos.
1º- Other Americas (Outras Américas) lançado em 1977, registra os povos indígenas da América Latina. O trabalho levou sete anos para ser concluído e traz retratos do litoral do Nordeste brasileiro às montanhas do Chile – e daí à Bolívia, ao Peru, ao Equador, à Guatemala e ao México.
Outras obras importantes de Salgado formam: Trabalhadores (1993), ensaio sobre a mudança nas relações de produção do trabalho manual e traz em 350 fotos a dureza do olhar de homens e mulheres sobreviventes de condições inimagináveis de trabalho.
Terra lançada em 1997, que mostra a pobreza e a questão agrária no Brasil.
5 – Êxodos e Retratos de Crianças do Êxodo lançada em 2000, que trata sobre a imigração massiva de pessoas no mundo todo, essas fotos foram tiradas em quarenta países ao longo de seis anos.
O livro “Gênesis” é a homenagem do fotórgrafo a uma porção do planeta Terra que permanecem intocados, driblando de forma quase milagrosa o desenvolvimento e a incursão da sociedade moderna.
Em 1994, Sebastião Salgado fundou a sua própria agência de notícias, “As Imagens da Amazônia”, que representa seus trabalhos. Sua esposa, Lélia Wanick, assina o projeto gráfico da maioria de seus livros. O casal tem dois filhos e atualmente a família reside em Paris.
O documentário “O Sal da Terra” – premiado no Festival Internacional de Cannes de 2014 é um filme que traz a história dos bastidores das imagens de Sebastião Salgado. Dirigido por seu filho, Juliano Ribeiro Salgado, e o cineasta alemão Wim Wenders, o longa foi indicado ao Oscar de 2015 na categoria “documentário”.

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