Steve McCurry – registrou os conflitos no Irã, Iraque, Golfo…

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Erivam Oliveira

Conheça no foto-áudio reportagem realizado pelas estudantes Fabiana Rosa e Tainá Almeida – estudantes do 2º semestre do Curso de Jornalismo da ESPM-SP, o trabalho de Steve McCurry, estadunidense que fotografou afegã de olhar penetrante, orientado pelo Prof. Erivam de Oliveira.

Steve McCurry nasceu em 24 de fevereiro de 1950, na Filadélfia, Estados Unidos. Formado em Artes e Arquitetura pela Universidade do Estado da Pensilvânia, começou a trabalhar como fotógrafo logo cedo em um jornal local. Após muitos anos como freelancer, McCurry fez sua primeira viagem para Índia, onde passou a treinar seu estilo e desenvolveu um olhar único presente em suas fotos.

Steve se tornou colaborador habitual da National Geographic e em 1979 viajou para o Afeganistão atrás de bons cliques. Em 1980, ele cruzou a fronteira entre o Paquistão e o Afeganistão vestido como nativo, e assim passou despercebido com rolos de câmera enrolados em suas vestimentas. Esse ato de coragem fez com que McCurry conseguisse mostrar imagens muito fortes da guerra, dificilmente vistas, e acabou ganhando o prêmio Robert Capa de melhor reportagem fotográfica. Foi nesse momento que ele ganhou gosto por expor os bastidores para que o mundo entendesse o cenário cruel da guerra.

Desde então suas coberturas passaram a se concentrar no tema de guerra, civis ou internacionais. Conseguiu imagens de conflitos entre Irã e Iraque, Guerra do Golfo, Filipinas e Iêmen.
Porém o clique que mudou sua vida veio de um retrato feito num campo de refugiados afegãos no Paquistão. A menina de apenas 12 anos, Sharbat Gula, perdeu os pais em um bombardeio no Afeganistão. Com seus olhos verdes penetrantes e um olhar bem marcado, a menina estampou a National Geographic de 1985. A foto, com uma composição de cores muito bem pensada, encantou milhares de pessoas e fez com que Steve se tornasse um fotógrafo reconhecido mundialmente.

Uma característica muito marcante de suas fotos, além da forte composição de cores, é o interesse pelo olhar. Ele valoriza bastante o ato de transpor sentimentos pelos olhos de seus fotografados em zonas de guerra e miséria, procurando retratar a fragilidade humana. É isso que deixa suas produções tão únicas. Desde então McCurry contruíu diversas galerias. No Tibete, na Índia, Afeganistão, Kuwait, Kashmir, Baluchistan, Sahel, Yemen, Italia e outros. Além disso, também construiu galerias temáticas, como sobre saúde, educação, a linguagem universal do olhar e o budismo.

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