Festival Internacional da Linguagem Eletrônica (FILE) encerra domingo

Por Julia Morita

O 18° Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (FILE), que teve início em julho e encerra no próximo domingo, 3 de setembro, apresenta imagens, vídeos e obras que refletem sobre os diferentes universos que existem e produzem de forma constante informações que crescem como uma bolha prestes a explodir. Realizado no Centro Cultural Fiesp, na Avenida Paulista, a exposição traz na galeria de arte obras interativas de artistas de diversos países que trabalham com diferentes sensações, principalmente a visual.

O Black Hole Horrizon, do artista alemão Thom Kubli, por exemplo, está localizado no centro da exposição e é a obra que mais chama atenção. Trata-se de um amplo espaço, com cornetas colocadas que soltam bolhas de sabão de acordo com as variações de timbre dos instrumentos. The Breathing Cloud, da artista holandesa Dorette Sturm, é uma nuvem que ocupa uma sala inteira, e reproduz a delicadeza da respiração e seus ritmos. A luz LED acompanha a obra, trazendo a sensação de movimento quando não há. A galeria, de modo geral, tem diversas telas e monitores por todo o espaço, alguns que acompanham trilha sonora e exploram temas específicos.

A exposição atrai pessoas de todas as idades com um interesse comum, a tecnologia . A designer de 22 anos, Raquel Medeiros, foi uma que se admirou com a elaboração da exposição: “Eu venho no festival todo ano, procurando novas tecnologias para empregar no nosso serviço. Eu vim atrás disso, de novas tecnologias”, disse a jovem.

Ela diz ainda que as artes digitais, apesar de terem parâmetros diferentes, estão no mesmo nível das obras clássicas manuais.

A dona de casa Sônia de santos, 47, também procurou o festival pela arte. Ela diz que se interessou mais pelas peças de roupas inspiradas no corpo humano. “Eu sou muito curiosa em conhecer arte, todos os eventos eu adoro, e esse fala sobre o corpo humano, é muito interessante. ” O estudante e caixa, Daniel Wills, por outro lado, foi à exposição por acaso, mas diz que se impressionou muito com a realidade virtual. “Parece que você entra em outro mundo, outra realidade, você sente a gravidade e dá um calafrio”, diz.

Outras Atividades

O festival ainda exibe o FILE LED SHOW, que projeta em um painel junto ao prédio da Galeria de Arte Digital do Sesi-SP, o Cinema Algoritmo, o Projeto Faces e uma ação colaborativa com a Universidade de Nova York Abu Dhabi.  Além disso, o FILE SOLO, localizado no Centro Cultural Banco do Brasil, foca no trabalho do artista Lawrence Malstaf, na poética da imersão. E por fim o FILE PAI – Paulista Avenue Interactive, que tinha como objetivo trazer a arte para rua quebrando o esteriótipo que arte é apenas vista em museu.

O FILE SOLO é o único que continua até dia 18 de setembro, as outras atividades se encerram neste domingo, 3 de setembro.

FILE SOLO – Festival Internacional de Linguagem Eletrônica LAWRENCE MALSTAF – A poética da imersão Local: Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB)- São Paulo Rua Álvares Penteado, 112 – Centro, São Paulo – SP, 01012-000 Térreo, 1º, 2º, 3º e 4º andares 22 de julho a 18 de setembro 9h às 21h

Centro Cultural FIESP Av. Paulista, 1313 Em frente ao metrô Trianon-Masp Entrada gratuita Indicação livre

EXPOSIÇÃO Galeria de Arte De 18 de julho a 3 de setembro Todos os dias, das 10h às 20h

Espaços de Exposições De 18 a 30 de julho Todos os dias, das 10h às 20h

FILE LED SHOW Galeria de Arte Digital De 18 de julho a 3 de setembro Todos os dias das, 20h às 6h

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