Cartas na Mesa: Caio Túlio Costa

Geral

Paulo Ranieri

Textos: Isabel Martins e João Pedro Mello (1º semestre de Jornalismo)

Fotos: Marina Lahr (1º semestre de Jornalismo)

Gravação do Programa Cartas na Mesa, em parceria com o Observatório da Imprensa, sobre o tema DESINFORMAÇÃO - Fake news: problematizações e Jornalismo para que e para quem? Realizado no dia 08/03/2018, no Estúdio 01 de Gravação do Núcleo ESPM-SP de Imagem e Som. Contou com a participação dos jornalistas Ricardo Gandour e Caio Túlio Costa. Na imagem, o jornalista Caio Túlio Costa. (Foto: Marina Lahr).

Nascido em Alfenas (MG), em 1954, Caio Túlio Costa é jornalista formado pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP) e possui um doutorado em Ciências da Comunicação também pela USP. Cofundador do Torabit, um software que permite o monitoramento da atividade de perfis em redes, hoje é professor de pós-graduação em Jornalismo na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM-SP).

Em 1981, começou a trabalhar no Grupo Folha, onde ficou até 2002, exercendo diversos cargos. Até 1987, foi secretário de redação da Folha de S.Paulo, posteriormente correspondente internacional em Paris. Em 1989, tornou-se o primeiro ombudsman (representante dos leitores dentro de um jornal) da imprensa brasileira e criou a Revista da Folha. Antenado às tecnologias, sempre foi muito inovador. Fundou no ano de 1996 o Universo Online, conhecido como UOL, que é até hoje um dos principais portais do Brasil. Lá, ocupou o cargo de diretor-geral até 2002.

Em 2006 assumiu a presidência do Internet Group, pertencente à Brasil Telecom, e uniu os portais iG, iBest e BrTurbo. Em 2010 e 2014 trabalhou como coordenador digital das campanhas de Marina Silva à presidência do Brasil.

Caio Túlio Costa é autor de quatro livros: O que é anarquismo (Brasiliense, 1981), Ombudsman – o relógio de Pascal (Geração Editorial, 2006; Siciliano, 1990), Cale-se (A Girafa, 2003) e Ética, jornalismo e nova mídia – uma moral provisória (Zahar, 2009). Também é coautor do Manual geral de redação da Folha (1984) e organizou as obras 50 brasileiros param para pensar o país (Instituto DNA Brasil, 2005) e Somos ou estamos corruptos? (Instituto DNA Brasil: 2006).

É notório defensor da liberdade de imprensa, como é possível perceber em entrevista concedida, em 2013, ao site Panorama Mercantil. Na oportunidade, julga ser necessário que o indivíduo possa escolher o veículo pelo qual consome informação, mas que nunca exista controle ideológico, respeitando a liberdade de expressão e sendo completamente contrário as práticas de censura.

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