Cartas na Mesa: José Cícero da Silva

Geral

Paulo Ranieri

Jornalista José Cícero opina sobre o jornalismo ativista.

José Cícero da Silva, 35 anos, nasceu em Agrestina, cidade localizada no interior de Pernambuco. O jornalista chegou a São Paulo no ano de 1985, aos dois anos de idade, e foi morar na periferia da cidade, mais precisamente no Jardim São Luís, no qual passou 27 anos de sua vida. Atualmente, José mora no Capão Redondo.

Fotógrafo e videomaker, atuou como freelancer para veículos de comunicação que abordam violações de direitos humanos. Contribuiu para a revista Carta Capital, para a rede Rede Brasil Atual e para o site Outras Palavras. Atualmente o jornalista trabalha como fotógrafo e videomaker para a Agência Pública de Reportagem e Jornalismo Investigativo, primeira agência de jornalismo investigativo sem fins lucrativos do Brasil. As reportagens são pautadas pelo interesse público e foram republicadas no ano passado por mais de 700 veículos de comunicação sob a licença Creative Commons. Além da Agência Pública, faz parte do DiCampana Foto Coletivo, que fotografa grande parte das periferias e favelas de São Paulo.

Suas três principais videorreportagens foram: “Quanto vale um Rio?”, que fala sobre a contaminação de metais pesados no Rio Cateté e a população indígena xikrin, que o utiliza para praticamente tudo, desde alimentação até higiene pessoal; “Bala Perdida”, que trata sobre a morte de moradores por balas perdidas no Rio de Janeiro e sobre as ações das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) nas comunidades; e “Enquadro”, que levanta a diferença nos tratamentos nas abordagens policiais nas periferias e nas áreas mais nobres da cidade de São Paulo.

Dentre as reportagens, “Bala Perdida” foi realizada em junho de 2017 e publicada no dia 7 de agosto do mesmo ano.  O jornalista compila dados como o número de vítimas mortas ou feridas por balas perdidas, o número de tiroteios em um dia comum, entrevistas com moradores, especialistas, integrantes de coletivos, famílias que tiveram vítimas, professores. Relata também as dificuldades do dia a dia e a busca por justiça de alguns dos moradores que sofrem até hoje com suas perdas.

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