ESPM Soul conta com oficina de podcast na programação

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Giullia Reggiolli (1º semestre)

Na terça-feira, 12, ocorreu a oficina “Ferramentas para a produção de podcast”, mais um evento do ESPM Soul, sediado no campus Álvaro Alvim- São Paulo. A oficina foi ministrada pela professora da ESPM Patrícia Rangel, do curso de jornalismo, com assistência do operador de áudio Marcelo Bonora, que debateram as melhores maneiras de produzir podcast e dicas de como iniciar no ramo.

A conversa começou com a professora explicando a importância da periodicidade na produção do podcast, sendo semanal, quinzenal ou temporadas, o que facilita para fidelizar o público. Outro tema foi o diferencial que um site para abrigar os áudios proporciona e a linguagem empregada no formato podcast.

O conteúdo é um fator central na produção e deve ser dominado pelo podcaster. “A própria escolha do conteúdo é pensando no que você faz de melhor”, explica Patrícia.

Alguns produtores foram trazidos ao debate, como Naro Rodo, podcaster do B9. Segundo a professora, Rodo reflete sobre o potencial de engajamento do podcast, uma vez que é falado diretamente ao ouvido do internauta. “Assim, enquanto produtor, nós precisamos ter bastante responsabilidade com o que falamos”, diz Patrícia.

O Gugacast é mais um exemplo trazido no diálogo, no qual tem a iniciativa de trazer conteúdos exclusivos para assinantes, utilizando um recurso publicitário.

Patrícia também detalhou os 7 P’s do podcast: planejamento, pensando no nome, subtítulo, descrição e formato; periodicidade, diária, semanal, quinzenal ou mensal, assim como o tempo de duração, ideal entre 15 a 30 minutos; participantes, planejando quem apresentará o programa ou se haverá entrevistas; público, ou seja, quem será o ouvinte e traçar um nicho e o avatar, ou seja, um personagem ideal para ouvir o podcast; pauta, logo o roteiro do que será falado; produção, atrelando gravação e edição para garantir a qualidade do produto; publicação, portanto buscar plataformas como o soundcloud, podbean e megafono para hospedar o podcast, e outras como spotify e itunes para distribuição do áudio.

Opções para lucrar com o produto foi outro tópico abordado pela professora, que indicou financiamento coletivo e patrocínio de marcas para fazer temporadas. “Quando você começa a ter um bom conteúdo são os anunciantes que buscam o produtor de podcast”, ressalta Rangel.

A oficina foi finalizada com recomendações de podcasts, por exemplo o “Nenhuma ideia vale uma vida”, produzido como trabalho de conclusão de curso de ex-alunas da ESPM, que conta memórias de sobreviventes do holocausto. Assim como o “Audiocult”, “Projeto Humanos” e “Baseado em fatos surreais” foram outras sugestões que fecharam a palestra.

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