Intercâmbio, descendência e Olimpíadas aumentam interesse por língua japonesa

Cultura

Paulo Ranieri

Por Walter Niyama (4º semestre)

A Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, em 2015, registrou aumento na quantidade de inscrições em curso de idioma japonês, com 1498 já cadastrados, depois da Fundação Japão, órgão vinculado ao consulado geral, ter também revelado crescimento após um período de queda no número de indivíduos que desejavam estudar.

A Aliança Cultural Brasil – Japão (ACBJ) é uma associação sem fins lucrativos que tem como objetivo o intercâmbio cultural entre o Brasil e o Japão e também teve um aumento de alunos inscritos no curso de idioma.

Yokio Oshiro, presidente da Aliança Cultural Brasil – Japão. Foto: Walter Niyama.

Yokio Oshiro, presidente da ACBJ, comemorou a reviravolta após o levantamento negativo: “A queda de pessoas que queriam aprender japonês há alguns anos foi preocupante, visto que somos a maior população de nipônicos fora do Japão, mas depois houve um aumento de 25% de interessados no país todo”.

Oshiro disse ainda que um dos motivos para o aumento seria as Olimpíadas de Tóquio que ocorrerão em 2020 e deixa o tema Japão em evidencia, mas credita, especialmente, aos descendentes nipônicos no país, já que é comum os pais quererem que seus filhos também saibam o idioma de seus antepassados ou por outras razões.

"Parte da minha família é japonesa e seria bom conseguir conversar com eles em japonês também, ainda estou aprendendo, mas já consigo falar com uma prima que veio do Japão", conta Lucas Akimoto, universitário, que também quis aprender pela produção cultural oriental.

Interesse compartilhado com Martim Lima, estudante de Ciência da Computação, fã de animês e videogames japoneses e que também deseja um dia ir para o Japão, seja para visitar ou mesmo morar.

 

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