Jornalismo e Educação ganham espaço no 2º Seminário Internacional de Jornalismo

Campus

Paulo Ranieri

Por Luan Fazio (4º semestre), Marina Toledo, Pedro Lino e Tássio Leal (1º semestre)

No auditório Renato Castelo Branco, o Painel 1 do 2º Seminário Internacional de Jornalismo abordou o tema "Cobertura Jornalística de Educação" e contou com a participação de Antônio Gois, presidente da Associação de Jornalistas de Educação (JEDUCA), colunista de educação do jornal O Globo e comentarista da rádio CBN, Fábio Takahashi, vice-presidente da Associação de Jornalistas de Educação (JEDUCA) e editor do jornal Folha de S. Paulo e Sabine Righetti, colunista do Abcdário da Folha.com e organizadora do Ranking Universitário da Folha (RUF). O debate foi mediado pela professora de jornalismo da ESPM-SP, Patrícia Rangel.

Os convidados trataram dos desafios e das principais mudanças na cobertura jornalística de educação desde o período da Ditadura Militar (1964-1985), quando, segundo eles, durante muito tempo, as pautas ficaram mais restritas pela falta de acesso à educação, até os dias atuais, em especial após a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação, em 1996.

Sabine Righetti ressaltou em sua intervenção que não havia censo escolar na época da ditadura, mas apenas dados de acesso, o que dificultava a cobertura jornalística de educação. Segundo ela, naquele período quase metade da população brasileira era analfabeta e o tempo médio de permanência na escola era de dois anos.

Na visão de Antônio Gois, o jornalismo de educação precisa se aproximar do jornalismo científico. Para ele, os principais desafios ao jornalista desta área são conseguir entender de aprendizagem, acompanhar os debates e as pesquisas, além de dominar os aspectos qualitativos e quantitativos (binarismo).

Para Fábio Takahashi, as discussões sobre educação melhoraram nos últimos anos e hoje é possível fazer avaliações mais objetivas nesta área. Fábio chamou a atenção para o fato de que, muito embora os jornalistas já estejam mais familiarizados com planilhas, ainda falta muito repertório para a compreensão e interpretação dos indicadores.

Em entrevista ao Portal, ao final da mesa, Sabine enfatizou a necessidade de se combater as vulnerabilidades sociais que afetam diretamente o desempenho escolar: ‘’a realidade nas escolas é o oposto do que está sendo discutido nas políticas públicas’’.

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