Empreendedora social oferece “Inglês para Elas” em Paraisópolis

Entrevistas

Edson Capoano

Amanda Areias, criadora do projeto Voice-Inglês para elas. (Foto: Arquivo Pessoal/ Facebook)
Amanda Areias, criadora do projeto "Voice-Inglês para Elas". (Foto: Arquivo Pessoal/ Facebook)

O inglês, idioma mais requerido no mercado de trabalho internacional - segundo o site Sua Pesquisa, o idioma é falado por cerca de 730 milhões de pessoas por todo o mundo-, cada vez mais se insere também no mercado de trabalho brasileiro, que necessita profissionais capazes de entrar em contato com clientes de outros países. Para que esta necessidade seja suprida, novos projetos gratuitos vem chamando a atenção com intuito de ajudar aqueles que não possuem condições de pagar uma escola de idiomas. O Voice-Inglês para Elas, por exemplo, foi criado por Amanda Areias, com objetivo de ensinar inglês para mulheres de periferia. O trabalho ainda é recente e se localiza apenas no bairro de Paraisópolis, Zona Sul de São Paulo, com pouco mais de 40 alunas.

Amanda, 23 anos, formada em Design Gráfico e dona do projeto, conta que gostaria de levar o privilégio de estudar inglês para quem não tem condições de pagar uma escola de idiomas. “O inglês é uma das poucas coisas que eu posso oferecer e é algo muito importante hoje para o mercado de trabalho. Por isso, surgiu a idéia de criar o 'Voice - Inglês Para Elas', disse. Ela explica que o projeto foi criado apenas para mulheres porque é uma chance de empoderá-las e dar-lhes a confiança que elas não tiveram durante a vida. “Por exemplo, se uma empresa recebe dois currículos iguais, porém um de uma mulher e um de um homem, na grande maioria dos casos quem será contratado é o homem. Por isso, acho importante que nós mulheres trabalhemos juntas para tentar mudar essa situação”,

Local onde Amanda Areias ensina inglês para as mulheres da favela de Heliópolis. (Foto: Arquivo Pessoal/Facebook)
Local onde Amanda Areias ensina inglês para as mulheres de Paraisópolis. (Foto: Arquivo Pessoal/Facebook)

A empreendedora social também explicou que este projeto é para quem não tem renda suficiente para pagar uma escola. “O curso é focado para mulheres de classes mais baixas, e não costumo aceitar pessoas que têm a oportunidade de pagar por um curso particular, pois isso tiraria a vaga de quem não tem. Porém, não perguntamos a renda mensal de cada mulher que se inscreve, deixamos isso nas mãos delas, vai da consciência de cada uma”, concluiu.

Por Mateus Lemos, 1o semestre

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