Na Semana da Mulher, CA da ESPM-SP discute o seu papel na sociedade

Geral

Giulia Godoy

Na semana do dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, foi celebrada pelo CA4D (Centro Acadêmico 4 de Dezembro) da ESPM-SP palestras e Workshops com a temática feminina. Isabela Puccini, aluna e colaboradora, fala sobre a importância do evento: "A semana foi de extrema importância, pois, na maioria dos lugares, as pessoas só comemoram a data e fica por isso mesmo. A ESPM, por meio desse projeto quis transmitir, acima de tudo, os parabéns por sermos mulheres, mas também, e principalmente, uma reflexão sobre o machismo e os preconceitos".

Renata Netto, Gerente de Inovação e Conteúdo dos canais ESPN, no Brasil
Créditos : Isabela Puccini, 18 anos

Na maioria dos países são realizadas conferências, debates e reuniões cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade atual. O esforço é para tentar diminuir o preconceito e a desvalorização da mulher. Mesmo com todos os avanços, elas ainda sofrem, em muitos locais, com salários baixos, violência masculina, jornada dupla e excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional.

E no Brasil, o que é ser mulher? A Jornada dupla feminina começa já na infância, uma pesquisa desenvolvida em 2013, pela Plan, com 1.771 meninas de 6 a 14 anos, constatou a desigualdade nas atividades realizadas, como o fato de 81,4% das meninas arrumarem a própria cama, tarefa que só é executada por 11,6% dos irmãos meninos; ou 76,8% das meninas que lavam a louça e 65,6% limpam a casa, enquanto apenas 12,5% dos irmãos lavam a louça e 11,4% limpam a casa.

De acordo com Aline Valek, colunista do portal da revista Carta Capital, o feminismo é um movimento em constante construção, e existem diversas pautas e ideias, como a luta por direitos iguais, salários iguais aos homens no desenvolvimento das mesmas funções, e a não obrigação de cuidar da casa, dos filhos e do marido. Os afazeres domésticos e o cuidado com as crianças devem ser de igual responsabilidade para homens e mulheres, o corpo da mulher é de direito somente dela; a ela cabe viver a sua sexualidade como bem entender, decidir como vai dispor de seu corpo e da sua imagem, com quem ou como vai se relacionar; qualquer ato sexual sem consentimento é estupro. Nenhum homem tem o direito de dispor sexualmente de uma mulher contra a vontade dela; a voz das mulheres precisa ser valorizada; a opinião das mulheres, suas vivências, ideias e histórias não podem ser descartadas ou consideradas menores pelo fato de serem mulheres.

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