Novos valores empresariais e impacto social são tema do “Diálogos CEDS”

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O Centro ESPM de Desenvolvimento Sócio Ambiental (CEDS), realizou na quinta-feira (24) mais um dos encontros mensais na faculdade: o Diálogos CEDS. Nessa edição, o tema foi negócios e empresas de impacto, e teve como participação sócios e co-fundadores de empreendimentos que buscam ampliar os valores das empresas.

Assim como “a demanda do planeta por novos valores, as marcas estão entendendo seu papel nesse movimento e contribuindo positivamente para os impactos sociais”, segundo o mediador da discussão, prof. Ismael Rocha

Durante a palestra, empresas que foram pioneiras nesse mercado ou se destacaram nesse meio apresentaram suas estratégias, como a Kickante, o Instituto Singularidades, a Hand Talk e o Pipe.Social. Seus representantes contaram sua atuação e importância para esta nova concepção de negócios, que aparenta ser cada vez mais adotada pelas companhias.

Da esquerda para a direita: Miguel Angelo, Patricia Senise, Carolina Aranha, Marcos Nakagawa e Ismael Rocha. (foto: Luiza Consul)

Da esquerda para a direita: Miguel Angelo, Patricia Senise, Carolina Aranha, Marcos Nakagawa e Ismael Rocha. (foto: Wivyanne Leiso)

Kickante e PIPE

Dando início a discussão, Viviane Sedola, co-fundadora da Kickante, apresentou a proposta de sua rede. A plataforma, tem como ideal o crowdfunding, segundo ela, “a descentralização e democratização do capital. Temos um manifesto Kickante, onde basicamente atestamos acreditar em um país de oportunidades”, disse Viviane.

Os projetos apresentados no site do Kickante vão desde aparelhos, CD’s, livros até iniciativas e projetos mais complexos, como os do Greenpeace e do Médicos Sem Fronteiras. Além disso, o dinheiro resultante da arrecadação vai direto para o produto final.

O incentivo para os negócios de impacto é um fenômeno necessário para a reparação do planeta. “A sustentabilidade já não é mais o suficiente. Já chegamos no ponto da reparação”, lembra Viviane. A palestrante terminou seu painel afirmando que para a manutenção do planeta é essencial que os negócios sociais ganhem mais espaço.

Já Carolina Aranha apresentou a PIPE.Social, empresa da qual é co-fundadora. A PIPE é o primeiro mapa de negócios de impacto social e ambiental e possui mais de mil negócios cadastrados em sua plataforma, que são selecionados de acordo com as políticas do site. Essas visam selecionar apenas negócios que tenham uma pegada socioambiental e que sigam os 17 objetivos de desenvolvimento sustentável, propostos pela ONU.

Hand Talk e Singularidades

O Hand Talk, eleito o melhor aplicativo de inclusão social do mundo pela ONU, além de auxiliar na tradução do conteúdo de sites para LIBRAS, ajuda ouvintes a se comunicar com pessoas com deficiência auditiva (a tradução é feita por Hugo, boneco virtual). Patrícia Senise, executiva da startup, disse que a ideia surgiu quando o CEO, Ronaldo Tenório, ao fazer publicidade quis fazer alguma coisa que resolvesse um problema social relacionado a deficiência, e a surdez foi escolhida por ser a única com nenhum tipo de tecnologia de assistência e inclusão.

Já na área da educação, o instituto Singularidades capacita e forma professores frente as necessidades e desafios da educação atual no Brasil, buscando criar novos processos e modelos de educação. Miguel Rios, diretor executivo do Instituto, falou sobre o crescimento pelo interesse dos jovens pela educação, principalmente entre o setor masculino.

 Por Luiza Consul e Sofia Nunes (2o semestre)

Serviço:

CEDS: http://www2.espm.br/espm/responsabilidade-socioambiental/centro-espm-de-desenvolvimento-socioambiental

Kickante: https://www.kickante.com.br/

PIPE.Social: http://pipe.social/

Instituto Singulariedade: http://institutosingularidades.edu.br/novoportal/

Hand Talk: https://handtalk.me/

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