Psicóloga explica perfil e motivação dos participantes do jogo baleia azul

Participante cumpre um dos desafios do jogo baleia azul. (foto: reprodução de vídeo no YouTube)

Participante cumpre um dos desafios do jogo baleia azul. (foto: reprodução de vídeo no YouTube)

Amplamente divulgado na mídia, o jogo baleia azul assusta pais e responsáveis pelos perigos dos desafios que propõem aos participantes. Criado na Rússia e popularizado em outros países, como na Rússia, Ucrânia, Romênia, Espanha e França. Seu nome se refere ao mamífero dos oceanos Atlântico, Índico e Pacífico que procura praias para morrer por vontade própria.

A psicóloga Bruna Beaumgartner comentou sobre a faixa etária que participam desses jogos: “ são principalmente crianças e adolescentes vulneráveis, que se sentem sozinhos ou isolados. São pessoas que já apresentam dificuldades de lidar com as questões de suas vidas. O jogo vai dando ao participante a impressão de que ele consegue superar desafios e que é capaz de sair do sofrimento”, afirma.

Inicialmente em um ambiente virtual, onde se deve completar 50 níveis, o desafio pode chegar até a uma aposta ao suicídio. Os interessados são escolhidos geralmente de madrugada na web por um administrador, autointitulado de “curador”, que lança tarefas de cada etapa, aumentando a dificuldade, deixando assim o jogo mais perigoso. Segundo relatos nas redes e algumas reportagens, cerca de 130 jovens já teriam cumprido as 50 etapas dessa partida, inclusive a fatal.

Bruna acredita que tecnologia e fragilidade dos jovens aumenta o risco do fenômeno: “ As mudanças tecnológicas que acontecem em nossa rotina diária veiculam uma infinidade de informações e atingem milhões de pessoas em um curto intervalo de tempo, algumas delas fortes, outras mais fracas para recebê-las”. explica.

Os jogadores do baleia azul teriam suas famílias ameaçadas caso não prossigam no jogo, o que lhes faz prosseguir e realizar os 50 desafios. Em diversos países, a preocupação aumentou quando muitos suicídios investigados apresentaram uma suposta ligação com comunidades virtuais, chamadas de “grupo da morte”. A psicóloga não culpa o jogo, porém, pelo dano aos jovens: “O baleia branca, por si só, não é problema, mas como ele chega ao conhecimento de algumas pessoas mais fragilizadas. Ou seja, informação e cuidado com a saúde mental de crianças e adolescentes é imprescindível”.

Por Guilherme Crivellin (1o semestre)

Notícias Relacionadas

Deixe seu comentário