Smartphones são liberados nas escolas de São Paulo, causando divergências

Edson Capoano

Liberação do uso de celulares em escolas públicas divide opiniões (Foto: Franciellen Rosa)

Em 2016, a pedido do secretário de educação José Renato Limini, o então governador Geraldo Alckmin encaminhou uma proposta que pedia a liberação do uso de telefones celulares em escolas de rede estadual de ensino. O Projeto de Lei 860/2016 só entrou em vigor no dia 6 de novembro desse ano, com a justificativa do secretário de que o celular ser uma ferramenta de aprendizagem que disponibiliza aos estudantes conteúdos de educação digitais.

O aparelho foi liberado apenas para uso pedagógico ou em atividades orientadas pelos professores mas, na opinião de alguns educadores, a estratégia não dará certo pelo fato da maioria dos alunos usarem apenas as redes sociais. ”Muitos alunos não conhecem ou manuseiam as informações que o celular nos dá para pesquisar”, diz a professora de E. E. Pérsio Puccini, Andreia Rodrigues.

Segundo o secretário, em depoimento à imprensa, a tecnologia é "uma grande parte da rotina dos jovens e não podem ser ignorados no processo pedagógico, ao mesmo tempo que o uso da linguagem mais jovial" atrairá mais a atenção desses. Já a educadora não acredita totalmente no projeto, a partir do momento que os computadores da escola possuem defeitos e a internet é muito ruim.

Mesmo que a situação atual de ensino não seja uma das melhores, Andreia comenta o que espera do resultado dessa ação nas escolas.  “Que seja para melhor o aprendizado e que venha facilitar o trabalho feito pelos docentes em sala de aula”, diz. A estimativa do governo do estado é que até outubro de 2018, 5 mil escolas estaduais estejam com banda larga e wi-fi. A promessa é que os sinais serão mais rápidos e com conexão permanente.

Por Giovanna Dagios e Franciellen Rosa  (2º semestre)

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