Bastidores: Alunos tentam contatar as gigantes da internet

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Da Redação

GABRIEL GARCIA

»»»Quando definimos a pauta da matéria de capa, sabíamos que teriamos dificuldade de conversar com as redes sociais. O tema “privacidade” é  delicado dentro dessas empresas, que estão sendo questionadas no mundo todo em relação ao uso que elas fazem dos dados de seus usuários. Mas acreditávamos que elas conversariam com nossa reportagem, ao menos para darem sua versão sobre o assunto.

Porém, o que aconteceu foi exatamente o contrário. O acesso a essas empresas é intransponível. A dificuldade começa para obtermos um contato: não há a indicação de um telefone, e-mail ou assessoria de imprensa. Quando conseguimos  contato com uma assessora,  recebemos apenas três parágrafos de explicações protocolares, em linguagem pouco clara, após dias de tentativas.

Em outro caso, conseguimos até marcar uma visita à empresa. Porém, o encontro foi cancelado no momento em que a funcionária ouviu as palavras “jornalista” e “privacidade”. De acordo com uma das fontes que entrevistamos, os empregados dessas empresas são treinados para lidar com a imprensa. Ou melhor, para não lidar com a imprensa.

Gabriel Garcia (esq.) e Pedro Corrales discutem a apuração da Plural |  Foto: Natalia Picanço
Gabriel Garcia (esq.) e Pedro Corrales discutem a apuração da Plural | Foto: Natalia Picanço

O curioso é que essas redes sociais tão fechadas são as mesmas que pregam a quebra de fronteiras, transparência nas relações humanas,  conectividade total entre as pessoas. Porém, entre as cartas aos acionistas e a realidade, a distância é bem longa, com uma assessoria de imprensa no meio do caminho.

Os especialistas e professores, pelo contrário, foram todos solícitos e receptivos. Da conversa com o professor da Universidade de São Paulo Gilson Schwartz, repleta de ideias e novos conceitos, até o encontro com o professor da ESPM Gil Giardelli, as entrevistas foram agradáveis e enriquecedoras.

Especialmente com Giardelli, que nos recebeu em seu escritório e passou horas conversando com a nossa reportagem. O professor mostrou dados curiosos e novos usos para redes sociais, que vão muito além das atualizações de um perfil no Facebook.

Foram encontros que renderiam pautas para mais de uma edição da revista e que compensaram todo o penoso processo de apuração da matéria.

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