Centro de Memória conta 136 anos de história dos Bombeiros

Região

Edson Capoano

O Centro de Memória do Corpo de Bombeiros apresenta a história da corporação. (foto: Gladys Russo/divulgação)
O Centro de Memória do Corpo de Bombeiros apresenta a história da corporação. (foto: Gladys Russo/divulgação)

O dia 10 de março chega para comemorar os 136 anos da criação do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo. Para homenageá-los, nada melhor do que uma retrospectiva de sua trajetória. O Centro de Memória do Corpo de Bombeiros, criado e inaugurado em 2005 para preservar o histórico da Corporação, existe desde 1880 e retrata a evolução dos equipamentos e dos serviços de Bombeiros prestados à comunidade paulista até hoje. Um espaço culturalmente preservado e que conta uma história muitas vezes esquecida e escondida de profissionais importantes para a história da nossa cidade.

Projetado em 1927, o espaço é um casarão que reúne histórias da atuação dos profissionais ao longo dos anos, contadas em mais de 170 peças, provindas de coleções particulares e dos próprios agrupamentos de Bombeiros. São fotos, reportagens e equipamentos antigos e modernos. Para pesquisas adicionais, a biblioteca do Centro tem mais de 500 artigos literários sobre reportagens, ocorrências, manuais, apostilas de diferentes épocas, além da sala de projeção onde são exibidos filmes e curtas sobre o Corpo de Bombeiros.

O local é dividido em salas temáticas e, logo na entrada, é possível ter ideia da antiguidade dos trabalhos da corporação. No início do século passado, os carros eram puxados por cavalos, burros e mulas. O carro pipa, por exemplo, foi utilizado pelos Bombeiros até a década de 20 e carregava um barril de 360 litros de água. Somente, com o aparecimento dos novos carros motorizados em São Paulo, esse serviço foi substituído.  O Centro também conta a História de Salvamentos e Resgates feitos no Litoral Paulista, que hoje possui dois navios de 30 metros, para atender a ocorrências.

Há aparelhos antigos em exposição, como um escafandro de 80 kg que foi utilizado na década de 70, réplicas de barcos e uniformes dos Bombeiros. Além de fotos de incêndios ocorridos em refinarias, e de mulheres do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo, que foram concursadas no ano de 1991. Antes elas faziam parte do Resgate, hoje elas já estão presentes em todas as áreas de atuação do Corpo de Bombeiros.

A sala que mais chama a atenção é específica sobre os grandes e mais conhecidos incêndios da História dos Bombeiros de São Paulo - como o Edifício Joelma, em 1º de Janeiro de 1974, do Edifício Andraus, em 24 de fevereiro de 1972, e do Edifício Grande Avenida, em 14 de Fevereiro de 1981.

A evolução da comunicação da corporação não é deixada de lado no espaço. Antigamente, antes mesmo de existir o Corpo de Bombeiros, os incêndios eram comunicados por sinos e a própria população e os guardas da cidade faziam os resgates e apagavam o fogo. Em 1826, quando já existia a Corporação, através das caixas de aviso eram acionados os serviços de Bombeiros, utilizada até 1955. Em 1956, a comunicação passou a ser feita por telefones comuns, com o surgimento da central telefônica (COBOM). Em 1979, foi finalmente criado o serviço 193.

Serviço

Endereço: Rua Domingos de Morais, 2329 – CEP: 04035-000, Vila Mariana - São Paulo

Referência: Metrô Santa Cruz

Entrada: Franca - visitas monitoradas até as 17h

Contato: (11) 3396-2580 ou ccbcentrodememoria@policiamilitar.sp.gov.br

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