Jornalistas, defensores e pedagogos discutem relação da mídia com jovens

A Fundação Projeto Travessia promoveu no próximo 1º de setembro um seminário que discutiu a importância da mídia e da educação na defesa dos jovens. O evento ocorreu na Faculdade Uninove, das 9h às 18 horas.

A programação contou com três palestras que serão ministradas por diferentes profissionais abordando o assunto, sob diferentes angulações. Dentre os participantes, estiveram o jornalista Caco Barcellos, a pedagoga e especialista em educação Marília Costa Dias e o Procurador de Justiça do MPSP e professor, Dr. Clinton Guimarães dos Santos. A cerimônia também  contou com a presença de estudantes e de membros da UPES (União Paulista dos Estudantes Secundaristas), além de outros profissionais.

A primeira palestra ocorreu pela manhã, das 10h às 12h.  Os jornalistas Caco Barcellos e Ana Cláudia Mielke falaram da transição de uma mídia que propaga a violência contra crianças e adolescentes para uma outra, defensora da Infância e Juventude.

Os debates da tarde foram iniciados às 13h30 com o tema “A estrutura expulsiva na educação: como enfrentar esta situação com boas práticas? ”. Estudantes e membros da UPES, Marília Costa Dias e Braz Rodrigues Nogueira foram mediados pela secretária de Políticas Sociais da FETEC/SP, Crislaine Bertazzi.

O último bate-papo começou às 15h50. Nele, o procurador Dr. Clinton Guimarães dos Santos e o advogado Dr. José Nildo Alves Cardoso discutiram com o público o sistema de garantia de direitos no Brasil. O encerramento do seminário foi às 17h50, com distribuição de certificados.

A fundação

A Fundação Projeto Travessia defende e promove a garantia de direitos de crianças e adolescentes em vulnerabilidade social, mais especificamente em situações de rua. Possui diversos programas que visam incluir e atender esses jovens melhorando a qualidade de vida e exercício da cidadania.

A coordenadora geral da Fundação, Cleuza Rosa da Silva, afirma que a mídia negativa foi um tema escolhido para o debate por se referir aos adolescentes da periferia como “menores”, fato que não acontece com os de classe média. “A maioria das crianças de rua saíram de casa por problemas de violência doméstica ou falta de oportunidades. As comunidades têm falta de habitação e saneamento básico. Essas dificuldades no sistema de direitos são as que queremos abordar”, afirma.

“Se uma criança está na rua, então não está estudando. Nosso trabalho é ganhar a confiança dela e da família, levando-a de volta para a escola”, diz a coordenadora. No entanto, há uma grande dificuldade em reinseri-las no sistema educacional, já que são rejeitadas sob a justificativa de terem abandonado os estudos.

Cleuza ainda ressalta que a Fundação atende às crianças com todas as perspectivas positivas possíveis e acaba se deparando com o contrário. “Ou a sociedade quer incluir, ou só fazer de conta”.

Serviço:

Evento: Crianças e adolescentes fora de casa, da escola e da comunidade… Enfrentamentos diários em contextos expulsivos de negligências, omissões e retrocessos.

Data: 01/09/2016

Horário: 09h às 18h

Local: Rua Vergueiro, 235 – Faculdade Uninove

Inscrições: seminario@travessia.org.br ou (11) 2117-1054 (Whatsapp)

 

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