Dia Internacional da Mulher – Ato do 8M – “Foi bonito a festa, pá”

Ensaios

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Por: Leticia Denoni
(Estudante do 1º semestre)
Curso de Jornalismo da ESPM-SP

Segundo as organizadoras, se estima que, mesmo com pouca divulgação do evento, 10.000 mulheres participaram da marcha no último domingo, 8 de março em comemoração ao Dia Internacional da Mulher em São Paulo. Com mais de 80 entidades envolvendo coletivos feministas, movimentos sociais e grupos ligados a partidos como PT, PSOL, PCO e PSTU.
A chuva parece ter desestimulado muitas mulheres, mas não impediu a estudante de artes cênicas, Luisa Borsari de participar do ato. “Nos protestos passados não haviam pautas tão amplas, era um feminismo muito branco. Esse ano sinto mais trabalhadoras e sinto também que é uma luta consciente que entende que o capital oprime as mulheres todos os dias”. Borsari também afirma que “admira o fato de o genocídio negro estar como pauta principal, porque não adianta a gente achar que a luta negra é separada da luta da mulher, já que no Brasil a maioria das mulheres são negras”.
A concentração começou às 14h na Av. Paulista próximo ao MASP e o público se disseminou por volta das 18h na praça Roosevelt, rua Augusta. Algumas das pautas apresentadas foram: contra a violência e assassinato de mulheres, contra o estupro de crianças e pela visibilidade das mulheres negras, que são muito mais afetadas pelo machismo estrutural. O ato também contou com a participação das mulheres sem-terra com pautas sobre a reforma agrária popular e a violência de gênero no campo.
Alguns cartazes faziam referência à Marielle com perguntas como “quem mandou matar Marielle Franco?” e falas como “O assassino de Marielle é amigo do presidente!”. Durante a marcha as mulheres chegavam a cantar em uníssono “Pisa ligeiro, pisa ligeiro, quem mexeu com a Marielle atiçou o formigueiro”, às vezes complementado pelo megafone: “Tão falando de Marielle, tão falando de genocídio negro!” e “Nosso legado é de luta e resistência!”.
O protesto se soma a outros dois marcados para este mês: o do dia 14, que pedirá esclarecimentos sobre a morte de Marielle Franco, completando dois anos de seu assassinato, e o do dia 18, organizado para protestar por melhorias na educação e nos serviços públicos.

Fotos: Leticia Denoni
(Estudante do 1º semestre)
Curso de Jornalismo da ESPM-SP

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