Apresentadora Magê Flores, do podcast Café da Manhã, ministra Aula Magna na ESPM-SP

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Ian Imoto e Tatiana Carvalho (1° semestre)

Fotos: Thaís Fullmann (2° semestre)

Magê Flores, jornalista e apresentadora do podcast Café da Manhã, da Folha de São Paulo, conversa com os alunos de jornalismo da ESPM-SP durante a Aula Magna, no auditório Castelo Branco. A palestra foi mediada pela professora Cicélia Pincer.

Na quarta-feira (04), Magê Flores, apresentadora do podcast Café da Manhã, ministrou a Aula Magna do Curso de Jornalismo da ESPM-SP, abrindo, assim, o semestre letivo dos estudantes. O bate-papo tratou de temas como o podcast no mundo do jornalismo e o impacto da mídia na vida das pessoas. 

Com o auditório lotado, a jornalista comentou sobre as tentativas de fazer o jornal impulsionar os podcasts ao longo dos anos: “Eu marcaria o começo da produção de podcasts na Folha com o Presidente da Semana, que é um projeto do (jornalista) Rodrigo Vizeu.” Segundo ela, para conseguir ser o pioneiro desse projeto foi necessário muita perseverança e dedicação.  

Magê Flores também comentou sobre a forma como o podcast é transmitido para os ouvintes, sendo, em sua maioria, pelo celular, logo o torna uma mídia “intima”: “Você está falando dentro do ouvido de alguém, você estabelece uma outra relação”.

Após o final da apresentação, foi aberto um espaço para perguntas dos alunos. Ao ser questionada sobre a possibilidade da substituição do rádio pelo podcast, respondeu que a plataforma é uma coisa e o rádio, outra, e não deveriam ser comparados, pois têm propósitos diferentes. Magê reforçou que o podcast tem objetivo de possibilitar o aprendizado enquanto se exercem outras atividades: “o rádio tem suas próprias particularidades que fazem com que ele não acabe”. 

Alunas fazem perguntas durante a Aula Magna, no auditório Castelo Branco. A palestra com a jornalista Magê Flores foi mediada pela professora Cicélia Pincer.

Durante a palestra, foi abordada a questão do espaço mais democrático que o podcast possibilita e quais seriam as dicas para se iniciar um podcast. “Para se atingir muitas pessoas, é melhor que seja um tempo de programa pequeno”, e mencionou que a presença de um roteiro é fundamental, pois possibilita transmitir a informação de uma forma mais clara, concisa e deixa a história mais interessante para os ouvintes. Além disso, ratificou o princípio básico da plataforma, que é a utilidade do programa e a possibilidade de se encaixar na vida de qualquer pessoa.  

A jornalista já teve passagem pelo GloboNews e pela rádio CBN, onde começou. Em 2012, especializou-se em jornalismo gastronômico e foi repórter do caderno de comida, além de redatora da primeira página impressa do jornal, ambos na Folha. A oportunidade de trabalhar com podcasts se deu naturalmente e estreou seu programa em 1º de janeiro de 2019, sendo publicado de segunda a sexta-feira, no período da manhã. 

 

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